Salário de marajá: Secretário de Beto Richa recebe mais de R$ 60 mil por mês

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De acordo com a Lei de Responsabilidade das Estatais, é proibida a participação remunerada de membros da administração pública, direta ou indireta, em mais de dois conselhos de empresas públicas e de sociedade mista. Contrariando a legislação federal, no entanto, nomes do alto escalão do governo Beto Richa têm as remunerações engordadas em cargos extras.

Um deles é o mentor dos pacotes de ajuste fiscal do governo paranaense, o secretário da Fazenda Mauro Ricardo Costa. Como chefe da pasta, ele recebe salário de R$24 mil. Os ganhos, porém, não param por aí. Costa integra seis conselhos do Executivo – a informação está no site oficial da Companhia Paranaense de Energia. Mauro Ricardo, inclusive, é um dos sete conselheiros da Copel; com salário de cerca de R$18 mil.

Costa recebe, ainda, uma gratificação adicional de R$5 mil, todos os meses, por ser membro do Comitê de Auditoria da Companhia, assim como o irmão do governador – José Richa Filho, secretário estadual de Infraestrutura e Logística. Pepe Richa, como é conhecido, ocupa cargo em quatro Conselhos.

Já para os salários dos diretores e conselheiros da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), da qual Mauro Ricardo também faz parte, são quase R$ 12 milhões anuais – R$ 53 mil para cada um dos 18 membros, caso o valor seja dividido igualitariamente.

Com base na Lei de Acesso à Informação, o deputado estadual Nereu Moura, líder do PMDB na Assembleia Legislativa, pede explicações ao Palácio Iguaçu.

“Quero saber o motivo do descumprimento da Lei de Responsabilidade das Estatais por Beto Richa”, afirma o parlamentar.

Nereu Moura exige também mais transparência em relação às remunerações dos conselheiros. Os sites oficiais das empresas públicas não disponibilizam os dados de maneira facilitada.

“Há algo a esconder?”, questiona o deputado.

Por: Assessoria de Nereu Moura