Oncinha nascida no Refúgio Biológico Bela Vista será exposta ao público em abril

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Aos 35 dias de vida, a oncinha nascida no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) da Itaipu Binacional passa bem e já está pesando 4,772 quilos. O filhote fêmea de onça-pintada (Panthera onca) passou pela terceira pesagem nesta sexta-feira (3). Na primeira, no dia 10 de janeiro, ela estava com 2,6 quilos. Já na segunda, no dia 17, ela pesou 2,97 quilos. Desde a última pesagem, o peso dela subiu 1,8 quilo.

Como o desenvolvimento do filhote está ocorrendo de acordo com os protocolos de manejo da espécie, a estimativa é que a mais nova pop star do RBV possa ser vista pelo público a partir do mês de abril. Ela será colocada em exposição no recinto das onças, instalado no circuito turístico. Nena, a mãe, que está na maternidade do recinto desde antes do nascimento, em 28 de dezembro, também voltará ao espaço.

A bebê-onça só irá para a área de exposição quando tiver boa coordenação e conseguir nadar. Antes disso, o risco de se afogar é grande, já que o recinto dos felinos abriga um lago de um metro e meio de profundidade.

“Quando as duas forem colocadas no local, Valente, o pai, que está lá no momento, será recolhido. A mãe tem instinto materno e cuida do filhote, mas o pai disputa território com o filho e pode matá-lo”, explica o médico veterinário Wanderlei de Moraes, da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD). A exposição dos animais será feita sempre em revezamento – ou mãe e filha, ou o pai.

Depois que a oncinha estiver familiarizada com o espaço e já for conhecida pelo público, a Itaipu lançará um concurso para batizá-la. As regras serão divulgadas na ocasião. A expectativa é que em um ano e meio a caçula da família de felinos esteja pronta para a reprodução. Mas a ideia é encaminhá-la antes disso para outra instituição que deseje reproduzir a espécie.

Reprodução

Nena e Valente deverão ter ainda um longo período para acasalamento. Com três anos de idade, a fêmea está em plena fertilidade e poderá reproduzir até os dez. Pela disposição e histórico do casal, é possível apostar que no próximo encontro, que pode ocorrer entre seis meses e um ano e meio, aconteça uma nova gestação.

Nascimento inédito

Esse foi o primeiro caso de sucesso de reprodução de onças no RBV em 14 anos de tentativas. O nascimento ocorreu três meses após a aproximação do casal. A onça-preta fêmea, Nena, de três anos, foi doada ao RBV pelo Criadouro Científico Instituto Onça-Pintada, de Goiás. Ela chegou em agosto de 2016 e em setembro já teve contato com Valente, de nove anos, antigo morador do local. O filhote é melânico como a mãe, ou seja, tem a pigmentação negra em função da quantidade de melanina.

Por: Assessoria