Hollande diz que ataque em Paris foi um “ato de guerra” do Estado Islâmico, e a luta será sem piedade

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Hollande diz que ataque em Paris foi um “ato de guerra” do Estado Islâmico, e a luta será sem piedade
Foto: Divulgação

O presidente francês, François Hollande, disse neste sábado (14) que os ataques em Paris que mataram 127 pessoas foram “um ato de guerra”, organizado do exterior pelo grupo Estado Islâmico com a ajuda interna.

“Diante da guerra, o país deve tomar medidas adequadas”, disse ele, sem explicar o que isso significava. Hollande disse que iria falar ao Parlamento na segunda-feira em uma reunião extraordinária e que anunciou três dias de luto oficial pelas vítimas dos ataques de sexta-feira.

Os ataques em um estádio, sala de concertos e cafés e restaurantes no norte e leste Paris foram “um ato de guerra cometido pelo Daesh que foi preparado, organizado e planejado de fora (da França)” com a ajuda de dentro da França, afirmou Hollande, usando o acrônimo árabe para Estado Islâmico. Pelo menos dois terroristas conseguiram fugir, de acordo com fontes policiais. Oito foram capturados e mortos e outros sete morreram ao causar as explosões nas imediações do estádio de futebol. O ministério do Interior abriu uma página especial onde recebe informações da população a respeito dos responsáveis pelo ataque.

“Todas as medidas para proteger os nossos compatriotas e nosso território estão sendo tomadas no âmbito do estado de emergência”, disse. “O fechamento das fronteiras foi decidido para que as pessoas que cometeram esse crime possam ser detidas. Sabemos de onde veio esse ataque”, afirmou Hollande. “Temos que mostrar compaixão e solidariedade, mas temos também que mostrar união. A luta será sem piedade”.

O ataque coordenado ocorreu no momento em que a França, um dos países fundadores da coalizão que tem realizado ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra combatentes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, está em alerta elevado para atentados terroristas antes de uma conferência climática global no fim deste mês.

Marcas do terror

Depois do pior ataque terrorista da história da capital francesa, Paris amanhece marcada pelo pesadelo da noite desta sexta-feira (13), no qual ataques coordenados em diversos pontos da cidade. A cidade conta com um esquema de segurança sem precedentes para localizar os responsáveis pelo massacre.

Mesmo com o reforçado esquema de segurança, serviços de transporte aéreo e ferroviário já estão em funcionamento. Permanecem fechadas as universidades, escolas, repartições públicas, centros de lazer e diversão noturna. A última vez que foi declarado o estado de emergência em todo o território francês foi durante a Guerra da Argélia, que aconteceu entre 1954 e 1962.

Líderes de países como Irã, Egito e Paquistão condenaram, nas últimas horas, os ataques, que a presidente Dilma Rousseff classificou como “barbárie”. Aliados tradicionais, como Estados Unidos e Reino Unido, também já manifestaram repúdio aos acontecimentos da noite de sexta-feira. A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que “este ataque à liberdade não é voltado apenas a Paris, mas direcionado a todos nós” e ofereceu apoio à França.

Fonte: Gazeta do Povo